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10 outubro 2014

Jovem Guarda - A Versão Brasileira do Rock Internacional



A história começa especificamente com a expressão "Jovem Guarda", que era o nome de um programa da TV Record de São Paulo em 1965, comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia, que passou a definir um gênero musical, também conhecido como iê-iê-iê, a versão brasileira do rock internacional.

A Jovem Guarda foi a cristalização de uma tendência bem anterior, pois o rock’n’roll da década de 1950 já havia criado no Brasil um mercado de consumidores e aficionados. Desde 1957 os primeiros cantores e compositores brasileiros do gênero já tentavam reproduzir o ritmo por aqui com letras em português ou mesmo cantando originalmente.

Entre os maiores expoentes desse período estavam os irmãos Tony e Celly Campelo, Sérgio Murilo, Ed Wilson e, em fase pouco posterior, Ronnie Cord e os grupos The Jordans, The Jet Blacks e The Clevers. O trio central – Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia – entrou em cena justamente quando começava a se acentuar a queda de popularidade desses primeiros artistas brasileiros do rock’n’roll.

Em 1961, Celly Campelo decidiu afastar-se da vida artística, enquanto as atenções já se voltavam para a bossa nova. A turma do rock já sobrevivia em poucos espaços no meio de comunicação contando apenas com os programas "Hoje é Dia de Rock", de Jair de Taumaturgo, na Radio Mayrink Veiga carioca, o "Clube do Rock", de Carlos Imperial, na TV-Rio, e "Crush em Hi-Fi", na TV Record, de São Paulo.

Em discos lançados, os sucessos rareavam cada vez mais e Roberto Carlos optou, então, por algum tempo, pela bossa nova, mas Erasmo Carlos e Wanderléia decidiram insistir, tentando divulgar um tipo de musica que, nessa época, já tinha muito de bolero e samba-canção, misturado ao rock’n’roll. No Rio de Janeiro, Ed Wilson, Cleide Alves, Renato e seus Blue Caps também esperavam sua oportunidade.

E foi então o repentino sucesso de um compositor e intérprete paulista que abriu a brecha para o que seria a tal Jovem Guarda, em 1963, com Ronnie Cord, que conseguiu bons índices de venda e popularidade com o rock "Rua Augusta", chamando a atenção do publico e da mídia para os roqueiros, principalmente para as figuras de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, autores de "Parei na contramão". Logo em seguida já veio "É proibido fumar" e "Festa de arromba", da mesma dupla, confirmando assim a existência do mercado nacional para o rock. Foi dessa música que surgiu a idéia do programa de televisão concretizado pela TV Record paulista, na época, grande investidora em musica popular.

Com o nome definitivo de "Jovem Guarda", o programa foi ao ar pela primeira vez em setembro de 1965, reunindo Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia, os cantores Eduardo Araújo, Sérgio Murilo, Agnaldo Rayol, Reynaldo Rayol, Martinha, Cleide Alves, Meyre Pavão, Rosemary e os grupos The Jordans, The Jet Blacks, Renato e seus Blue Caps, Os Incríveis e Golden Boys.

Rapidamente, a Jovem Guarda tornou-se uma das grandes atrações da emissora, reunindo grandes platéias de adolescentes no Teatro Record, mas foi a partir de 1966, com o grande sucesso de Roberto e Erasmo Carlos: "Quero que vá tudo pro inferno", que o programa tomou proporções nacionais e passou a ser sinônimo de movimento ou tendência musical.

Outros artistas se juntaram ao grupo inicial: Ronnie Von, Vanusa, De Kalafe, Deny e Dino, Leno e Lilian, Antônio Marcos, Os Vips, Os Brasões, The Pops, entre outros. Vários compositores de outras áreas começaram então a se interessar pelos ritmos da Jovem Guarda, como Jorge Ben, que passou a frequentar o programa, e os baianos Gilberto Gil e Caetano Veloso, que, aconselhados pela cantora Maria Bethânia, incorporaram ao seu trabalho elementos do iê-iê-iê, como as guitarras que acompanhavam "Domingo no parque" e "Alegria, alegria" no III FMPB, da TV Record, em 1967.

Segundo Erasmo Carlos, foi justamente a "Tropicália" – movimento que Gil e Caetano fundaram nesse período - uma das principais causas do esvaziamento da Jovem Guarda. "A Tropicália – diz ele - era uma Jovem Guarda com consciência das coisas, e nos deixou num branco total". Mas, antes de se extinguir totalmente no inicio de 1969, diluída pela superexposição ao consumo, pelo cansaço e pelo esgotamento criativo de seus participantes, a Jovem Guarda deixou sua contribuição, alimentando vários programas semelhantes na televisão e algumas publicações especializadas.

Além de projetar nacionalmente alguns de seus ídolos, o movimento foi em grande parte responsável pela posterior assimilação de instrumentos eletrônicos na musica brasileira de todas as tendências e pela fusão de informações estrangeiras e dados nacionais que caracterizou a produção musical na década de 1970. No inicio da década seguinte, Léo Jaime, os Titãs, a Blitz e outros interpretes e grupos roqueiros retomaram a musicalidade simples e direta da Jovem Guarda, constituindo a Nova Jovem Guarda.

Em 1995, remanescentes da Jovem Guarda se reúnem para comemorar os 30 anos do movimento e gravam um box de cinco CDs onde recriam os antigos sucessos e fazem uma série de shows com êxito nacional. Fizeram parte deste show: Wanderléia, Erasmo Carlos, Ronnie Von, Bobby de Carlo, Os Vips, Os Incríveis, Martinha, Leno e Lilian, Golden Boys e outros. Ainda em 1995, a Paradoxx lançou dois CDs com vários artistas da Jovem Guarda gravados ao vivo nos shows comemorativos; e, no ano seguinte, a revista Caras colocou no mercado uma coleção de seis CDs e fascículos, contando a historia da Jovem Guarda e com remasterizações das gravações originais.
Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira 

2 comentários:

  1. Me o Link para download do arquivo Jovem Guarda - A Versão Brasileira do Rock Internacional

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  2. Amigo, não temos seu email para lhe enviar o que pede. Nunca use os comentários para solicitar links, mas, sim, o email do blog. Abraço. Aguardamos.

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